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ET SIC IN INFINITUM: uma exposição intermedial e transliterária



"There is no difference … between the smallest possible chord and the smallest possible arch, no difference between the infinite circle and the straight line."
Samuel Beckett

Circularidade. Tropo recorrente no momento de enunciar de modo literário um complexo paradoxo entre tempo e intemporalidade. De Aristóteles a Beckett, de Dante a Joyce, são (in)contáveis os movimentos circulares que se auto-reflectem nos mecanismos formais, temáticos e retóricos dos objectos artísticos em si mesmos, por exemplo, na representação da ideia de infinitude num espaço finito.

ET SIC IN INFINITUM é uma demonstração empírica desses mesmos percursos “revolucionários”, que se estendem entre o analógico e o digital, sejam estes o espaço delimitado da página ou códice, o comportamento rizomático do espaço em rede, ou a instalação contida no espaço de uma galeria. Numa sequência de movimentos dialécticos que não se anulam entre si, mas antes se complementam, surgem tensões entre textos, meios e artefactos, cujos processos estéticos e poéticos constituem uma engrenagem em movimento constante: a literatura. De círculo em círculo, na entropia espiralar que atesta o movimento do ser e do mundo, sob forma de máquinas literárias e mecanismos labirínticos, tais exercícios de (contra-)geometria acabam por expor também o momento crucial atravessado pela literatura, hoje imersa num aceso debate sobre os seus princípios e fins, intensificados no seu vórtice por práticas e mediações em torno da digitalidade.

* ET SIC IN INFINITUM resulta de uma parceria entre o Programa de Doutoramento em Materialidades da Literatura (Universidade de Coimbra) e a Sociedade Portuguesa de Matemática e foi desenvolvida especificamente no contexto do FESTIVAL LITERÁRIO FOLIO 2017.




AUTHORS: Bruno Martins, Carolina Martins, Diogo Marques, João Santa Cruz, Micael Martins, Nuno Miguel Neves, Tiago Schwäbl, Valter Ramos, wr3ad1ng d1g1t5

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