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ALICIA 3.0



"First, there's the room you can see through the glass—that's just the same as our drawing room, only the things go the other way. I can see all of it when I get upon a chair—all but the bit behind the fireplace. Oh! I do so wish I could see THAT bit! I want so much to know whether they've a fire in the winter: you never CAN tell, you know, unless our fire smokes, and then smoke comes up in that room too—but that may be only pretence, just to make it look as if they had a fire."

Lewis Carroll, "Through the Looking Glass"


Na superfície vítrea tão transparente quanto transluente que medeia a interacção com ALICIA 3.0, um jogo de luzes e sombras coloca em evidência as propriedades da sua interface: reflexão, transmissão, refracção, difracção. Nela, retina e dedo conjugam-se para darem lugar a um questionamento do mundo cada vez mais “digital” em que vivemos. O que pode ser visto como um toque consciente ou manipulação, é, em vez disso, uma experiência imersiva inconsciente e quase automatizada em direção à alienação. No fundo, como Alice, do outro lado do espelho.

Accésit Prémio Poesía Experimental de Badajoz 2015.

“En esa obra los autores utilizan los mínimos recursos de una gama monocromática de grises que se difuminan, mezclan y funden hasta llenar la obra con una sensación envolvente que entre penumbra y sombra alcanza un sensible y luminoso lirismo. El formato sugiere delicadamente el mundo digital aunque también revela el lado oscuro del mismo. La articulación con el texto de Alicia en el país de las maravillas ofrece una lectura sutil de la obra.” (In: http://culturabadajoz.com/xiv-edicion-del-premio-de-poesia-experimental/)



AUTHORS: Bruno Martins, Diogo Marques

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ALICIA 3.0