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PONTOS

”PONTOS” parte de uma tentativa (im)possível de aproximação entre margens por meio de visões que se entrecruzam. Um processo de alteridade entre perspectivas simetricamente opostas, numa tentativa gradual de (auto)reflexão, que dará lugar a uma transmutação contínua por parte de um público. De um lado, uma margem A, sempre mais bela vista de uma margem B; de outro lado, uma margem B, local privilegiado para contemplação do seu antípoda. Numa tentativa de construção de pontes, que não é mais do que uma ligação entre pontos, procura-se por meio da palavra ser-se um outro, na (im)possibilidade de sê-lo por completo.

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beginEnd

Questionando a noção de cibertexto a partir de Espen Aarseth (1997), beginEnd apresenta-se enquanto reflexão sobre os mecanismos e materialidades inerentes ao objecto livro. Partindo da releitura de "Finnegans Wake" e da noção de intercircularidade que caracteriza esta obra singular de James Joyce, beginEnd (2017) é um poema combinatório e contínuo em rede, que reconverte numa transcodificação digital a possibilidade de conter num só tempo dois momentos distintos.

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Consumição

Fase derradeira de “PALAVROFAGIA”, CONSUMIÇÃO apresenta-se enquanto variação palavrofágica digital de uma sequência que tem como ponto de partida o paradoxo entre ruído e silêncio que permeia a linguagem e a comunicação. Num choque de forças entre o excesso palavrofágico e a redução de palavras ao (quase)silêncio, que a um tempo se esgota e se renova, na forma de uma espiral, nas curvas que giram em torno de um determinado ponto, dele se afastando ou aproximando segundo uma determinada lei, abre-se espaço à consumição de palavras, que se devoram, mastigam, digerem, e se devolvem, para de novo serem engolidas.

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VAR Poesia

Exercício de poegramação, consiste na apresentação de um algoritmo transpoético capaz de denunciar, através de um processo semi-automático de auto-referenciação, os ditos “modelos criativos” da poesia. Entre o modelar dos jogos de palavras e o criar da palavra poética mediado pela escrita, uma fugaz hipótese de esperança de que a poesia nos salve. Ou mate, consoante a variável que se escolha.

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